Copa do Mundo de Futebol: lesões que mais ocorrem na face dos jogadores

Diversas injúrias ao longo do corpo acometem jogadores de elite convocados para representar seus países durante a Copa do Mundo de Futebol da FIFA. Dentre as que acometem o terço superior destes atletas (regiões do pescoço e cabeça), a concussão cerebral é a mais comum, seguida pelas fraturas do terço médio da face, tais como, fratura do osso malar ou zigomático (maçã do rosto), do arco zigomático (porção lateral do rosto) e do osso maxilar (osso que sustenta os dentes superiores).

A concussão é uma lesão cerebral causada pelo impacto do cérebro na calota craniana e seu perigo é que é invisível a qualquer exame clínico e de imagem (mesmo tomografia computadorizada e ressonância magnética). Ela pode causar sinais e sintomas, tais como, confusão mental, dor de cabeça, tontura, vômito, desequilíbrio, perda da memória, dificuldades na fala, na visão e desmaios. Muitas vezes, os sinais e sintomas não aparecem no momento da injúria, mas mais tardiamente, por isto a necessidade de acompanhamento do atleta nos pós jogo. O tratamento é repouso, medicações analgésicas e anti-inflamatórias e a recomendação é poupar o atleta por quinze dias no intuito de evitar a chamada “concussão de segundo impacto”, que pode ser perigosa, pois não havendo a recuperação completa do atleta, o segundo evento pode até levá-lo à óbito.

A maior causa da concussão entre os atletas dá-se pelo impacto entre as cabeças dos jogadores, seguida pelo impacto da cabeça do jogador com a bola e pelo impacto da cabeça do jogador com o braço, cotovelo ou mão de um outro jogador. Durante os jogos, atacantes, zagueiros e pontas, respectivamente, são os mais acometidos por estes eventos que, na maior parte das vezes, ocorrem durante a disputa entre dois atletas por uma bola no “ar”.

Desde a Copa do Mundo de 2002, a FIFA faz um acompanhamento da quantidade de todos os tipos de injúrias que acometem os jogadores durante o evento e os índices demonstram que estatisticamente elas vêm diminuindo a cada Copa, sendo a última medição realizada na Copa do Catar em 2022. Atribui-se esta queda às melhorias nos meios, qualidade e rigorosidade da arbitragem e pela implementação no ano de 2006 dos programas FIFA pela Saúde e FIFA 11+ que orientam treinadores, suas equipes e por consequência os atletas a comportamentos saudáveis no futebol e sugerem um programa de aquecimento a ser realizado duas vezes por semana e anteriormente a cada jogo. Ambos os programas se mostraram extremamente eficazes na redução de injurias no futebol.

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