Apneia do Sono: Quando o Aparelho não é Suficiente e a Cirurgia é a Solução Definitiva
Você acorda cansado, mesmo tendo dormido oito horas seguidas durante a noite? Sente sonolência excessiva durante o dia? Seu parceiro reclama do seu ronco frequente?
Esses são sinais clássicos da Apneia Obstrutiva do Sono (AOS), uma condição que vai muito além de um simples ronco: é um risco real para a saúde cardiovascular.
Muitos pacientes iniciam o tratamento com aparelhos intraorais ou o CPAP, mas nem sempre encontram a solução desejada. Quando esses métodos paliativos falham, a Cirurgia Ortognática surge como a única solução definitiva para muitos casos.
O que é a Apneia do Sono e por que ela acontece?
A apneia ocorre quando os músculos da garganta relaxam excessivamente durante o sono, bloqueando as vias aéreas. Isso interrompe a respiração por alguns segundos, várias vezes por noite, reduzindo a oxigenação no sangue.
Muitas vezes, a causa não é apenas “moleza” dos tecidos, mas sim uma questão anatômica: mandíbulas muito pequenas ou posicionadas para trás (retrognatismo) que “empurram” a língua contra a garganta, estreitando o canal de passagem do ar.
Quando os tratamentos convencionais não são suficientes?
Existem algumas abordagens frequentes antes da cirurgia, mas todas possuem limitações:
1. Aparelhos Intraorais
Indicados para apneias leves. Eles projetam a mandíbula para frente durante o sono.
- O limite: Se a obstrução for severa ou a estrutura óssea for muito deficitária, o aparelho não consegue abrir espaço suficiente para o ar passar sem resistência até os pulmões durante o sono.
2. CPAP (Máscara de Ar Comprimido)
É o padrão-ouro não cirúrgico. Uma máscara envia ar sob pressão para manter a via da respiração aberta.
- O limite: A baixa adesão. Muitos pacientes sentem-se claustrofóbicos, têm desconforto nasal ou simplesmente não conseguem dormir com o ruído e a mangueira, abandonando o tratamento e ficando expostos aos riscos e as sequelas da doença.
- Remoção cirúrgica dos cornetos nasais
Uma cirurgia sob anestesia geral remove os cornetos inferiores nasais para aumentar o volume de passagem de ar através das narinas.
- O limite: esta cirurgia não desobstrui a via aérea posterior nos casos de retrognatismo dos ossos maxilar e mandibular, pois, não promove nenhuma melhora anatômica no espaço aéreo atrás destes ossos.
- Correção cirúrgica do tamanho da úvula (uvulopalatoplastia)
Trata-se também de uma cirurgia sob anestesia geral para diminuir o tamanho da úvula (campainha) e do palato mole, diminuindo assim a pressão destes tecidos durante a noite bloqueando a via aérea posterior.
- O limite: Em casos de retrognatismo dos ossos maxilar e mandibular moderado a severo este procedimento NÃO aumenta o espaço aéreo posterior para a passagem do ar até os pulmões durante o sono.
A Cirurgia Ortognática como Solução Definitiva
Diferente do CPAP, que é um suporte, a Cirurgia Ortognática para o tratamento da apneia visa corrigir a causa estrutural.
Através do avanço maxilomandibular, o cirurgião reposiciona os ossos da face para frente. Isso estica os tecidos moles da garganta e amplia significativamente o diâmetro das vias aéreas superiores.
Vantagens da Cirurgia Ortognática:
- Cura ou melhora drástica: Em muitos casos, o paciente deixa de ter episódios de apneia completamente.
- Livre de aparelhos: O fim da dependência de máscaras ou placas para dormir.
- Estética Facial: Como bônus, há uma melhora nítida no perfil facial, trazendo mais harmonia ao queixo e pescoço (lifting).
Para quem a cirurgia é indicada?
A indicação cirúrgica é feita após um exame de Polissonografia e uma análise cefalométrica detalhada através de uma Tomografia 3D tridimensional. Ela é geralmente recomendada para:
- Pacientes com apneia moderada a grave.
- Pessoas com retrognatismo mandibular acentuado.
- Pessoas com retrusão – retrognatismo dos ossos maxilar e mandibular em conjunto, a chamada birretrusão maxilomandibular.
- Pacientes que não se adaptaram ao CPAP ou não tiveram sucesso com aparelhos clínicos indicados para o taratmento do ronco.
Ignorar a apneia do sono pode levar à hipertensão, arritmias cardíacas e até infartos. Se você sente que os tratamentos paliativos não estão devolvendo o seu descanso e a sua qualidade de vida, é hora de avaliar a estrutura do seu rosto e considerar uma correção definitiva com um cirurgião bucomaxilofacial.
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FAQ – Perguntas Frequentes sobre Apneia e Cirurgia
A cirurgia ortognática para apneia é muito complexa?
É uma cirurgia de grande porte, realizada em ambiente hospitalar, mas com tecnologia moderna e planejamento 3D, o que torna o procedimento extremamente previsível e seguro.
O convênio médico cobre esse procedimento?
Sim. Como a apneia do sono é uma patologia com riscos graves à saúde, a cirurgia ortognática funcional costuma ter cobertura de toda a parte hospitalar (internação e materiais de fixação óssea) pelos planos de saúde, conforme as diretrizes da ANS.
Quanto tempo dura a recuperação?
O paciente costuma retornar às atividades leves em 15 a 30 dias. A dieta é líquida e em especial pastosa nos primeiros três meses após a cirurgia, mas a melhora na qualidade do sono costuma ser sentida logo nos primeiros dias após a alta hospitalar.
Como saber se meu caso é cirúrgico?
O primeiro passo é uma consulta de avaliação com um Cirurgião Bucomaxilofacial, que analisará todos os seus exames de imagem e o seu histórico de sono. Agende uma consulta com a Clínica Juliana Burigo: julianaburigo.com.br


