Quando um implante dentário NÃO é a melhor opção
Sim, apesar da previsibilidade e do sucesso que os implantes dentários podem ser para a substituição de dentes ausentes ou condenados, em algumas situações eles NÃO SÃO A MELHOR OPÇÃO.
Doenças sistêmicas que obrigam os pacientes à ingestão de certos medicamentos encontram-se em primeiro lugar em relação a este impedimento.
Primeiramente, o bifosfonato, mais conhecido como alendronato, é um medicamento que contraindica totalmente a instalação de implantes dentários. Assim como os medicamentos radioterápicos. O primeiro, é muito utilizado para tratar a osteoporose e prevenir o acontecimento de metástases nos tecidos ósseos; o último, é muito utilizado para a remissão de cânceres, importando para nós o seu uso em cânceres da região de cabeça e pescoço. Ambas as medicações atrapalharão por completo a cicatrização dos implantes dentários, gerando um alto índice de insucesso dos mesmos e, ainda mais grave, podendo causar complicações adicionais aos pacientes, dentre estas, infecções localizadas e generalizadas, e a pior de todas as complicações, a necrose (morte) dos ossos nos quais os implantes dentários foram instalados, osso maxilar, osso mandibular ou ambos, podendo levar a uma perda parcial ou total destes ossos, deixando os pacientes ainda mais sequelados.
Implantes também NÃO SÃO A MELHOR OPÇÃO para pacientes que apresentam diabetes descompensada, pois, esta doença impede a cicatrização plena de qualquer ferida cirúrgica, impedindo a osseointegração (colagem) do implante ao osso e aumentando o risco de infecções. O mesmo raciocínio serve para mulheres em período de menopausa que apresentem níveis drásticos na queda do estrogênio. Poderá haver falha dos implantes instalados nestas mulheres devido à instabilidade óssea provocada pela queda deste hormônio.
Sabendo-se que o índice de sobrevida de um dente natural que apresenta uma destruição importante de sua estrutura passível de ser salva através de um tratamento endodôntico (canal) bem realizado é de seis anos e meio, os implantes dentários também NÃO SÃO A MELHOR OPÇÃO para os casos nos quais podemos aproveitar com sucesso esta estrutura que restou do dente, pois, todas as doenças gengivais que acometem os dentes naturais serão exatamente as mesmas que acometerão os implantes e, serão muito mais agressivas e difíceis de controlar quando acontecerem sobre estes últimos.
A presença de dentes naturais com o passar da idade diminui significativamente o declínio cognitivo, aumenta a qualidade de vida, a saúde em geral e a longevidade dos idosos.
Dito isto, na possibilidade de preservação de qualquer estrutura dentária natural, os implantes dentários NÃO SÃO A MELHOR OPÇÃO, pois, qualquer alternativa de tratamento que viabilize a preservação e a conservação de um dente natural por mais tempo deve ser e sempre será a melhor solução terapêutica!


