Medo de Dentista: como lidar com pacientes ansiosos
Em média, 28% dos clientes odontológicos têm ansiedade previamente aos seus atendimentos e, 15% deles têm medo.
Medo é um sentimento de inquietação frente a um perigo real ou imaginário. Dito isto, sabemos que no sétimo dia que antecede o atendimento odontológico, 15% da nossa clientela já estará com medo.
Podemos lidar de diversas maneiras com o medo da clientela medrosa, a começar pelo acolhimento.
É provado que uma boa conversa, com transparência e segurança por parte do profissional em todo o processo de apresentação do plano de tratamento e atendimentos do paciente, assim como um ambiente agradável, bem higienizado, organizado, cheiroso, climatizado, calmo, decorado com leveza e com música ambiente também tem a capacidade de agir na redução da ansiedade dos pacientes. Toda a equipe multidisciplinar da clínica odontológica também deve estar instruída e engajada a seguir um padrão de atendimento em prol do controle da ansiedade do paciente medroso.
Sabemos que o medo de dentista independe da escolaridade do paciente e que metade dos clientes com medo tiveram uma experiência prévia traumática com outro profissional.
Medos mais intensos causam reações físicas importantes que podem atrapalhar ou impedir por completo o atendimento odontológico. Bradicardia (diminuição do batimento cardíaco), desmaios, taquicardia (aceleração do batimento cardíaco), sudorese intensa e tontura são as mais comuns.
Classificamos o medo dos pacientes em três níveis: leve, moderado e severo.
Pacientes com medo em níveis leve e moderado podem ter seus tratamentos conduzidos a nível ambulatorial, sob anestesia local, com auxílio de medicamentos ansiolíticos administrados por via oral, por exemplo o midazolam, um indutor do sono.
Sedação com óxido nitroso ou através de medicamentos sedativos intravenosos também são uma boa opção, porém, exigem obrigatoriamente treinamento e monitoramento integral através da presença de um profissional capacitado.
Porém, a depender da complexidade, da grande quantidade de tratamentos a serem realizados e da severidade do medo do paciente, pode ser que a única alternativa disponível seja submetê-lo à intervenção odontológica sob anestesia geral, a nível hospitalar. Desta forma, todas as questões clínico cirúrgicas da cavidade bucal do cliente serão resolvidas simultaneamente em um único ato.
Uma informação bastante importante e negligenciada pela população medrosa é que eles entram em um círculo vicioso de deterioração da saúde de suas cavidades bucais pelo simples fato de estarem sempre protelando os seus tratamentos dentários. A conscientização da população em geral de que idas frequentes ao dentista podem resultar na necessidade de mínimas intervenções até o final das suas vidas é imprescindível, afinal, a prevenção ainda é o melhor caminho para a manutenção e longevidade da saúde, tanto a nível bucal quanto a nível sistêmico!

